O problema do RAID5 é que se um dos discos do sistema falhar no momento exato em que uma operação de recuperação de falhas estiver sendo executada, o sistema falha e há perda de dados, ou seja, o sistema não só não é capaz de recuperar o dado que gerou o processo de recuperação como também há perda de dados, pois um disco queimou.
Enquanto para sistemas RAID pequenos a probabilidade disso ocorrer é pequena, para grandes sistemas essa probabilidade não é tão remota assim. Veja na Figura 1 a probabilidade de falha do sistema RAID5 para três diferentes configurações. As configurações eram as seguintes:
Caso 1: Sistema RAID5 com cinco discos de classe "enterprise" de 30 GB cada (total de 120 GB). Freqüência com que processos de recuperação de dados são necessários: 1 a cada 23 anos (em laranja no gráfico). Probabilidade de falha do sistema durante o processo de recuperação de dados: 0,12% (isto é, um erro a cada 834 operações de recuperação, em verde no gráfico).
Caso 2: Sistema RAID5 com cinco discos de classe "desktop" de 300 GB cada (total de 1,2 TB). ). Freqüência com que processos de recuperação de dados são necessários: 1 a cada 2,3 anos (em laranja no gráfico). Probabilidade de falha do sistema durante o processo de recuperação de dados: 11% (isto é, uma a cada nove operações de recuperação, em verde no gráfico).
Caso 3: Sistema RAID5 com 50 discos de classe "desktop" de 300 GB cada (total de 15 TB). Freqüência com que processos de recuperação de dados são necessários: 1 a cada 3 meses (em laranja no gráfico). Probabilidade de falha do sistema durante o processo de recuperação de dados: 70% (isto é, uma a cada duas operações de recuperação, em verde no gráfico).
Como você pode ver, a probabilidade de perda de dados durante um processo de recuperação de dados aumenta tanto quando aumentamos a quantidade de discos quanto quando aumentamos a capacidade de cada disco.
clique para ampliar Figura 1: Probabilidade de perda de dados em sistemas RAID5.